Plano de Saúde Empresarial: Guia Completo para Pequenas Empresas

Encontre o plano ideal para sua empresa, com orientação especializada e opções que cabem no seu orçamento.

🟦 Resumo rápido

 

  • Quem pode contratar
  • MEI pode?
  • Carência
  • Reajuste
  • Preço
  • Como escolher

Sua empresa tem poucos funcionários e você está pensando em oferecer plano de saúde, mas não sabe por onde começar?

O plano de saúde empresarial pode ser uma alternativa para empresas que desejam oferecer assistência médica a funcionários, sócios e, conforme as regras do contrato, seus dependentes.

Mas escolher um plano não significa apenas comparar mensalidades.

É importante analisar rede credenciada, cobertura, perfil dos beneficiários, carência, reajuste, coparticipação e condições contratuais.

Neste guia, você vai entender como funciona o plano de saúde empresarial, quem pode contratar, como funciona para MEI e pequenas empresas, quais são as principais regras e o que avaliar antes de tomar uma decisão.

O que é plano de saúde empresarial?

O plano de saúde empresarial é uma modalidade de plano coletivo empresarial contratada por uma pessoa jurídica para oferecer assistência à saúde às pessoas vinculadas à empresa.

Entre os possíveis beneficiários estão empregados, sócios, administradores e estagiários, além de familiares como dependentes, conforme as condições do contrato e os graus de parentesco previstos.

Na prática, a empresa contrata o plano e define, de acordo com as condições disponíveis, quais pessoas poderão participar.

Como funciona?

O funcionamento depende do contrato escolhido e da operadora.

Entre os pontos que precisam ser analisados estão:

  • cobertura oferecida;
  • rede de hospitais, clínicas e laboratórios;
  • abrangência geográfica;
  • acomodação;
  • coparticipação;
  • condições de inclusão de beneficiários;
  • carência;
  • reajuste;
  • regras de cancelamento.

Por isso, o plano mais barato nem sempre será o mais adequado para uma empresa.

Quem pode contratar um plano de saúde empresarial?

 A contratação pode atender diferentes perfis de empresas e empresários.

Entre eles:

  • pequenas empresas;
  • empresas de médio porte;
  • empresas com funcionários;
  • sócios e administradores;
  • empresários individuais, quando atendidos os requisitos aplicáveis;
  • MEIs, dentro das regras específicas.

A ANS também prevê a participação de dependentes conforme as condições do contrato e os graus de parentesco permitidos.

MEI pode contratar plano de saúde empresarial?

Sim.

O empresário individual pode contratar plano coletivo empresarial desde que cumpra os requisitos aplicáveis.

A ANS informa que o empresário individual precisa comprovar o exercício de atividade empresarial por pelo menos seis meses. O MEI é citado pela própria Agência como exemplo de empresário individual.

Também podem participar pessoas vinculadas ao empresário individual por relação empregatícia e, conforme o contrato, integrantes do grupo familiar.

Antes de contratar, o MEI deve verificar:

  • se atende aos requisitos de contratação;
  • documentação necessária;
  • quantidade de beneficiários;
  • rede credenciada;
  • cobertura;
  • carência;
  • reajuste;
  • condições de inclusão de dependentes;
  • regras específicas da operadora.

Quer saber quais opções podem fazer sentido para sua empresa?

Quantas pessoas são necessárias para contratar?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

E aqui precisamos tomar cuidado com uma informação que aparece bastante na internet:

Não existe uma regra universal dizendo que toda empresa precisa ter determinado número de funcionários para contratar qualquer plano empresarial.

A disponibilidade depende do produto, da operadora e das condições da contratação.

Por outro lado, a quantidade de beneficiários é muito importante porque algumas regras regulatórias mudam conforme o contrato tenha menos de 30 beneficiários ou 30 ou mais.

Isso acontece, por exemplo, nas regras de carência e reajuste.

Plano de saúde empresarial tem carência?

Pode ter.

Segundo a ANS:

  • contratos coletivos empresariais com até 29 beneficiários podem ter carência;
  • contratos com 30 ou mais beneficiários podem ter isenção de carência quando o beneficiário ingressa no prazo previsto pela regulamentação.

Por isso, não é correto afirmar simplesmente que:

“Plano empresarial não tem carência.”

A resposta depende das características do contrato e da situação de ingresso do beneficiário.

E se houver doença ou lesão preexistente?

Também existem regras específicas.

Em determinadas situações envolvendo contratos coletivos empresariais menores, pode existir Cobertura Parcial Temporária (CPT) para doenças ou lesões preexistentes.

Já em contratos empresariais com 30 ou mais beneficiários, há regras de isenção de CPT quando o ingresso ocorre dentro do prazo estabelecido.

Por isso, essa é uma questão que merece análise antes da contratação.

Como funciona o reajuste do plano de saúde empresarial?

Esse é um dos pontos mais importantes para o empresário.

Plano empresarial não segue necessariamente o mesmo reajuste dos planos individuais ou familiares.

A ANS estabelece regras diferentes conforme o número de beneficiários.

Contratos com menos de 30 beneficiários

A operadora deve reunir os contratos coletivos com menos de 30 beneficiários em um agrupamento para aplicação do mesmo percentual de reajuste, seguindo as regras da ANS.

Contratos com 30 ou mais beneficiários

Nesse caso, as cláusulas de reajuste são estabelecidas por negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora, conforme as regras do contrato. A operadora deve fundamentar o percentual proposto e disponibilizar os cálculos para conferência da pessoa jurídica contratante.

Atenção

Não devemos pegar o percentual anual divulgado pela ANS para planos individuais/familiares e apresentá-lo como se fosse automaticamente aplicável aos planos empresariais.

São regras diferentes.

Quanto custa um plano de saúde empresarial?

Não existe um preço único.

O valor pode variar conforme diversos fatores, como:

  • idade dos beneficiários;
  • quantidade de vidas;
  • região;
  • rede credenciada;
  • cobertura;
  • tipo de acomodação;
  • coparticipação;
  • características do contrato;
  • condições comerciais da operadora.

A própria ANS destaca que o preço de um plano depende dos serviços oferecidos, da rede disponível e do perfil dos beneficiários.

Por isso, cuidado com conteúdos que apresentam um único preço como se ele servisse para todas as empresas.

O melhor caminho é comparar cenários.

Uma empresa com três pessoas pode ter necessidades completamente diferentes de uma empresa com vinte ou cinquenta beneficiários.

Plano de saúde empresarial ou individual: qual escolher?

Não existe uma resposta universal.

É necessário analisar o perfil de quem será atendido, a forma de contratação e as condições disponíveis.

Plano empresarial Plano individual/familiar
Contratação vinculada à pessoa jurídica Contratação diretamente pela pessoa física
Pode atender pessoas vinculadas à empresa Voltado ao titular e grupo familiar
Possui regras próprias para reajuste coletivo Possui regras específicas de reajuste definidas pela ANS
Pode incluir dependentes conforme contrato Regras próprias de inclusão familiar
Condições variam conforme produto e contrato Condições variam conforme produto

Um ponto especialmente importante é o reajuste: as regras dos contratos coletivos são diferentes das aplicáveis aos planos individuais/familiares.

O que analisar antes de contratar um plano empresarial?

Rede credenciada

Verifique quais hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais estão disponíveis na região que realmente importa para sua empresa.

Cobertura

Entenda quais procedimentos e serviços estão incluídos no plano

Beneficiários

Confira quem pode participar e quais dependentes podem ser incluídos.

Carência

Verifique os prazos para utilização dos serviços contratados.

Reajuste

Entenda como os valores podem ser atualizados ao longo do contrato.

Custos e coparticipação

Avalie mensalidade, coparticipação e demais condições financeiras.

Como escolher o melhor plano de saúde empresarial?

Em vez de começar pelo preço, recomendamos seguir esta ordem:

1. Defina quem será beneficiado

Funcionários? Sócios? Dependentes?

2. Identifique as necessidades da equipe

Onde essas pessoas moram? Quais hospitais são importantes para elas?

3. Defina o orçamento

Quanto a empresa pretende investir?

4. Compare as redes

Um plano mais barato pode deixar de ser interessante se não tiver os hospitais necessários.

5. Compare as coberturas

Verifique se os produtos realmente oferecem o que a empresa precisa.

6. Analise a coparticipação

Entenda como o modelo funciona antes de escolher.

7. Verifique carências e regras de ingresso

Especialmente quando o grupo é pequeno.

8. Analise o reajuste

Esse ponto pode ter impacto significativo no custo ao longo do tempo.

9. Compare as propostas

Não compare apenas mensalidade.

Compare custo + cobertura + rede + condições contratuais.

10. Conte com orientação especializada

Um corretor pode ajudar a comparar produtos e encontrar alternativas compatíveis com o perfil da empresa.

Plano empresarial para pequenas empresas vale a pena?

Pode valer a pena, mas a resposta depende do cenário.

Para uma pequena empresa, o plano pode representar uma forma de oferecer um benefício valorizado pelos colaboradores e ampliar as opções de assistência à saúde.

Porém, é importante analisar o custo para a empresa e as condições do contrato antes de tomar uma decisão.

A pergunta mais interessante não é:

“Qual é o plano mais barato?”

E sim:

“Qual plano oferece o melhor equilíbrio entre custo, cobertura e necessidade da minha equipe?”

Essa mudança de perspectiva ajuda a evitar decisões baseadas somente na mensalidade.

Perguntas Frequentes

Aqui, você encontrará respostas para as perguntas mais frequentemente feitas por nossos clientes e visitantes.

Sim. O empresário individual pode contratar plano coletivo empresarial desde que cumpra os requisitos aplicáveis. A ANS informa que é necessário comprovar o exercício da atividade empresarial por pelo menos seis meses.

Pode ter. Nos contratos com até 29 beneficiários, pode haver carência. Nos contratos com 30 ou mais, existem situações de isenção para quem ingressa dentro do prazo previsto.

Pode, conforme as condições do contrato e os graus de parentesco previstos na legislação.

Depende do número de beneficiários e das características do contrato. Contratos com menos de 30 beneficiários seguem a regra de agrupamento; contratos com 30 ou mais têm reajuste negociado conforme as condições aplicáveis.

Não existe uma regra que permita afirmar isso para todos os casos.

O preço depende do perfil dos beneficiários, produto, rede, cobertura, região e demais condições da contratação.

O ideal é comparar as opções considerando perfil dos beneficiários, rede credenciada, cobertura, coparticipação, carência, reajuste e custo total.

É simples. Entre em contato pelo WhatsApp ou preencha o formulário da página. Nossa equipe analisará seu perfil e apresentará as melhores opções de Plano de Saúde, sem compromisso.

Conclusão

Escolher um plano de saúde empresarial não é simplesmente encontrar a menor mensalidade.

Uma boa decisão considera o perfil da empresa, as necessidades dos beneficiários, a rede credenciada, a cobertura, as condições de contratação, a carência, a coparticipação e as regras de reajuste.

Para pequenas empresas e MEIs, entender essas diferenças antes de contratar pode evitar uma escolha inadequada e ajudar a encontrar uma solução mais compatível com o orçamento e com as necessidades da equipe.

Quer descobrir quais opções podem fazer sentido para sua empresa?

A Gliceriuns Corretora de Seguros e Planos de Saúde pode analisar o seu perfil e ajudar na comparação das alternativas disponíveis.

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